23 de ago de 2008

Cubo D'Água - Pequim

O Centro Aquático Nacional, conhecido como o "Cubo d'Água", é um dos estádios mais espetaculares dos Jogos Olímpicos de Beijing 2008, que foram inaugurados no dia 8 de agosto. Assemelhando-se a uma caixa azul gigantesca, o "Cubo d'Água" é uma construção iridescente, elegante e mágica.

Situado no Parque Olímpico de Beijing, com uma área total de 80 mil metros quadrados, o prédio fica próximo ao Estádio Nacional, o "Ninho de Pássaro", outro edifício emblemático dos Jogos Olímpicos de Beijing. Em comparação com o estádio elíptico de estrutura de aço, o "Cubo", de forma retangular, parece mais leve e suave, apresentando um contraste visual impressionante e belo.

Em julho de 2003, a empresa de consultoria em engenharia Arup, a Companhia de Arquitetura PTW, a Corporação Estatal de Construção e Engenharia da China (CSCEC, sigla em inglês) e o Instituto de Desenho de Shenzhen da CSCEC, ganharam de forma conjunta a licitação internacional para desenhar o Centro Aquático Nacional. "...realmente parece diferente de tudo o que se vê no mundo", disse Tristram Carfrae, engenheiro estrutural que o projetou. "É uma caixa feita de bolhas". “... é uma perspectiva arquitetônica, queríamos muito fazer uma construção que tinha uma conexão com a água".

O edifício foi inspirado em um formato natural de bolha de sabão, dando uma aparência orgânica e espontânea. Sua construção começou no fim de 2003 e foi concluída em janeiro de 2008. Com uma estrutura de aço de poliedros aparentemente aleatórios cobertos por bolsas macias de plástico, o cubo conta com uma estrutura exterior azul e translúcida à luz natural e, se torna um palácio brilhante, coberto com bolhas iluminadas nas noites. Com a ajuda do etileno tetrafluoretileno (ETFE, tipo de plástico ultra-resistente), o Centro Aquático Nacional é o maior prédio do mundo revestido por uma membrana. Os 100 mil metros quadrados de plástico translúcido ETFE, que revertem as bolhas do edifício, facilitam a entrada de calor solar ao edifício, fazendo com que o custo energético seja reduzido em cerca de 30%. Isso tem uma importância especial para a piscina, que requer um sistema de calefação eficiente. Além da energia solar, o prédio também filtra e reutiliza a água das piscinas para poupar recursos naturais.

"É uma instalação excelente e maravilhosa. Constitui o maior estádio aquático até agora", disse Richard Kevan Gosper, diretor da Comissão de Meios de Comunicação do Comitê Olímpico Internacional.

Com uma capacidade para atender 17 mil espectadores, o centro é o local onde acontecem as competições de natação, saltos ornamentais, nado sincronizado e pólo aquático dos Jogos Olímpicos de Beijing.

Depois da Olimpíada, o "Cubo D'Água" será utilizado como centro multifuncional de entretenimento, permitindo tanto aos cidadãos comuns como atletas usufruir das instalações aquáticas.

Com um desenho espetacular e uma aparência pura e concisa, além de uma tecnologia amigável ao meio ambiente, o "Cubo d'Água" é um clássico da arquitetura olímpica. É simplesmente lindo olhá-lo por fora e ver que ele parece se mexer sozinho e depois olhá-lo por dentro e ter a sensação de estar dentro da água, soltando bolhinhas.

Fotos dos sites: http://rebobine.wordpress.com/2008/01/31/o-cubo-dagua/
Informações dos Sites: http://www.embchina.org.br/por/ztzl/t455554.htm e http://www.clippingexpress.com.br/noticia.php?x=3&interno=dfggfg98t89y89t9898t9809&codigo_noticia=2047997979&codigo_empresa=254882&status=distribuir&palavras=arquitetura

10 de ago de 2008

Cor desperta boas sensações...

Há tonalidades que acalmam, outras que alegram e outras ainda que fazem da casa um ninho de aconchego. Conheça e perca o receio de criar combinações agradáveis.

A primeira coisa a fazer é analisar o ambiente. A professora Sueli Silva, do curso de design de interiores do Senac/SP, sugere avaliar os seguintes itens: qual é a área, como é a iluminação, o que existe no local, quem vai usar o espaço e como. As respostas ajudam a definir matizes e eliminar o que não funciona. "Em áreas reduzidas, tons quentes darão a impressão de encolhimento. Numa sala muito ensolarada, o amarelo trará vibração em excesso. Crianças dificilmente gostarão de cinza", exemplifica.

Uma das maiores dúvidas ao empregar cores na decoração é o que fica bem com o que. Descubra experimentando. "Conforme você cria o ambiente, monte uma palheta", sugere o arquiteto João Carlos de Oliveira César, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Numa folha de papel, pincele o tom do piso, cole a referência da tinta e as amostras de tecidos escolhidos. "Leve essa cartela às compras e veja se a peça que deseja adquirir se encaixa na composição", explica. Um ótimo guia para descobrir associações harmônicas é o disco cromático, especialmente se você utilizar um modelo rico em gradações , pois ele favorece fugir do óbvio. "A cor complementar do vermelho é o verde, mas você não precisa reproduzir uma cantina italiana em casa. Trabalhar com pistache e cereja fica muito mais interessante", ensina a professora Sueli.

Você já deve ter ouvido alguém falar que uma maneira segura de decorar com cores é ter paredes brancas, estofados beges e crus e deixar o colorido para os acessórios. Porém o que fazer com aquela vontade de aquecer um pouco mais as paredes? Uma saída confiável é adotar os off-white, isto é, o branco com um leve toque de outros pigmentos. No caso desses tons insinuados e também na escolha de uma nuance bem definida, faça um teste prévio: compre 1/4 de galão e pinte dois quadrados de 1 x 1 m, um na parede de maior incidência de luz e outro na mais escura do ambiente. Observe-os durante o dia e à noite, com iluminação artificial. "O efeito na parede é diferente da percepção no catálogo", diz o professor César.

Por último, lembre-se de que as cores mexem com as sensações. "Um pouco de vermelho na sala de jantar desperta o apetite. Azul na sala da família propicia encontros tranqüilos. Laranja no escritório ativa a criatividade", ensina Patrícia Douat Garcia, estudiosa de psicodinâmica das cores. Portanto, use-as para trazer equilíbrio à vida.

OBS: foto do Disco Cromático e informações do texto retirados do site http://casa.abril.com.br/materias/pintura/mt_293300.shtml

3 de ago de 2008

Paisagismo em Condomínios

Hoje, paisagismo virou sinônimo de qualidade de vida. Afinal, através de um estudo paisagístico, conseguimos ambientes mais agradáveis, através da criação de espaços de convivência, tanto para adultos, jovens e crianças, aproveitando de maneira eficiente, as áreas de uso comum nos condomínios.

Devemos observar que existem diferenças importantes na elaboração de jardins residenciais e de condomínios.

Nas residências, geralmente se trabalha sobre o terreno natural, e nos condomínios, principalmente os verticais, o projeto é desenvolvido sobre laje, a qual geralmente serve de cobertura para as garagens, nos subsolos, ou ainda para ocupar espaços que ficariam obsoletos na área externa do condomínio.

Além disso, temos que tomar cuidados quanto às espécies escolhidas para a composição dos jardins, principalmente com relação ao porte (muitas vezes os espaços são pequenos), às raízes (para que a impermeabilização não sofra danos), e à insolação (importante para o desenvolvimento das espécies), sendo assim, é interessante que haja a consultoria de profissional qualificado, seja ele, um arquiteto ou um paisagista.

Podas e cortes de árvores têm que ser feitos por empresas especializadas com autorização da prefeitura, para que as espécies não prejudiquem carros ou áreas de circulação de pessoas.

A iluminação também é muito importante no paisagismo, pois evita que pessoas fiquem escondidas em meio à vegetação, no caso de uma área grande, além do efeito estético e funcional, pois é possível visualizar a noite um jeito diferente de olhar o jardim. As poucas intervenções de iluminação nos jardins do condomínio já foram suficientes para evitar vandalismos, e iluminar melhor áreas que eram pouco iluminadas pelos postes.

A valorização de um apartamento dentro do condomínio chega até 30% acima do valor do imóvel quando há um paisagismo bem feito, revestimentos bem assentados e de qualidade, organização e limpeza. Vale lembrar que isso não depende apenas dos síndicos ou das equipes de segurança e limpeza, mas sim de todos os moradores e visitantes.

Nos condomínios estamos lidando com as necessidades e opiniões de várias pessoas, e nem sempre chegar num acordo é tarefa fácil. Mas vale lembrar que sempre deve haver um profissional qualificado para definir esses projetos e executá-los.

OBS: foto do site http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=360813