15 de mai de 2010

Revitalizar para viver e pagar menos!

"Retrofits" constituem técnica que está sendo a salvação no que tange à renovação das regiões centrais.

Achei essa matéria no Jornal do Trem, no caderno de imóveis e achei muito interessante, porque essa preocupação de habitar as áreas do centro que eram mais perigosas e aliar essa habitação aos edifícios abandonados e deteriorados, parece ser uma iniciativa que corrige boa parte dos problemas dessa região, em termos de infraestrutura e para manter o patrimônio da cidade.

Nas regiões centrais das grandes cidades existe pouco espaço para construir novos prédios. Em certos casos, como na capital paulista, a capacidade para novas construções é nula. Porém, isso não significa que não há moradias novas para quem pretende morar nos grandes centros. Pelo menos é isso que propõe a técnica chamada "retrofit".

O que é?

Retrofit é a técnica de reforma utilizada para "regenerar" imóveis deteriorados. Geralmente, tudo que está velho e em estado precário é trocado ou modernizado, bem como os elevadores, a fachada,, a parte hidráulica, elétrica e entre outras de um edifício.

Em outras palavras, "retrofits" são antigos prédios comprados por pequenos empreiteros ou pequenas e médias construtoras, que fazem ampla reforma, conforme informações da EMBRAESP (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

Virou Moda

Esta técnica é a maior responsável pelo aumento na oferta de imóveis nos locais que não possuem mais capacidade de construção de novas edificações. "Para atrais novos moradores, o centro está dependendo basicamente desses retrofits", explica Flávio Mazzola, corretor de imóveis da região central de São Paulo.

O corretor explica que nos últimos anos os empresários perceberam que o retrofit é um negócio muito vantajoso, pois gasta-se menos para revitalizar um edifício do que demolir e/ou construir um novo. Não à toa, o retrofit acaba sendo mais barato para o comprador - um apartamento retrofitado de 50m² no centro custa em torno de R$ 100 mil, muito mais barato que nas áreas próximas.

Processos

Jorge Ferreira Martins, funcionário de uma empresa que presta serviços de revitalização em edifícios residenciais e comerciais, explica um pouco do processo do retrofit predial: "Em primeiro lugar avaliamos as carências do edifício. Fazemos um pente fino e mapeamos todas as necessidades e problemas que deverão ser sanados, a partir do nosso projeto", diz. Lembrando que antes de tudo é preciso uma etapa de reconhecimento.

Nesse caso, dependendo dos problemas encontrados, as reformas duram poucos dias. porém, há casos mais trabalhosos, onde a precariedade das instalações demanda mais tempo. "Por isso há muitas empresas e construtoras especializadas justamente nas grandes reformas e revitalizações", diz Mazzola.

Questão Estrutural

Na maioria dos casos, a revitalização de um prédio pode ser feita inclusive nas partes estruturais - as feitas com concreto. Nestes casos é preciso mais cuidado e a reforma pode demorar um pouco mais. "Em alguns casos, os prédios necessitam apenas de uma 'maquiagem' nas paredes, mas há aquelas construtoras que aproveitam para revitalizar também esse aspecto nos retrofits, fazendo uma raspagem do concreto velho", explica Mazzola.

Vale lembrar que a estrutura de muitos retrofits do centro de São Paulo, por exemplo, ainda é considerada extremamente segura. "Enfim, quanto à estrutura, não se trata apenas de coisa estética. Geralmente há atenção especial para este quesito nos retrofits, pois também trata-se de uma questão séria de segurança", finaliza o corretor.

Reportagemn realizada por Bruno Favoretto
No Jornal do Trem, edição 257, de 14 à 20/05, página 10.
Fotos retiradas do site http://www.imoveisemsaopaulo-sp.com.br/images/imoveis-sao-paulo1.jpg e http://farm4.static.flickr.com/3277/2578625030_f0e932320d.jpg

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