30 de jan de 2010

São João del-Rei - Minas Gerais

Infelizmente, essa foi a última cidade que passamos, eu passaria minha vida toda passeando... :)

São João del-Rei é uma cidade muito bonita e uma das mais antigas da época da Inconfidência e da Mineração. Lá vimos a única igreja que foi construída com pedras e óleo de baleia, e que as paredes tem 2,10m de espessura. Atrás dessa igreja há um cemitério, onde estão enterrados Tancredo Neves e sua esposa.

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Foi fundada em fins do século XVII por taubateanos liderados por Tomé Portes del Rei que por isso é considerado seu fundador.
Em 1709 a cobiça pelo ouro gerou discórdia entre portugueses e paulistas dando causa à Guerra dos Emboabas acontecendo o triste episódio do “Capão da Traição” quando os paulistas foram emboscados e chacinados pelos portugueses.Em 08 de dezembro de 1713 o arraial alcançou foros de vila com o nome deSão João del Rei,homenagem a D. João V e também passa a ser sede da Comarca do Rio das Mortes.

O ouro a pecuária e a agricultura foram os fatores de desenvolvimento e progresso da vila e aos 6 de março de 1838 é elevada à categoria de cidade.São João del Rei participou sempre das decisões mineiras e nacionais. Em 1833 na Sedição Militar de Ouro Preto: em 1842 na Revolução Liberal, e sendo sede do 11°BI - Batalhão Tiradentes, participou das revoluções de 1930 e 1964. Combateu na Itália triunfando em Montese e Castelnuovo. Aqui nasceram os grandes heróis nacionais:

- Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes ­Proto Mártir da Independência e Patrono Cívico da Nação Brasileira);
- Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (a heroína da Inconfidência)
- Presidente Dr. Tancredo de Almeida Neves (instaura a nova república e conduz o Brasil novamente à Democracia)

Em São João del Rei encontram-se exemplares de arquitetura colonial mineira. O paço Municipal (Prefeitura), Casa do Barão de Itambé, os solares do Barão de São João del Rei da Baronesa de Itaverava, dos Lustosas, dos Neves o casario da rua Santo Antônio e muitos outros. O solar de João Antônio da Silva Mourão onde está instalado o museu do SPHAN é um dos mais belos prédios da cidade. Há o pelourinho (lembrança da férrea Justiça colonial) o Chafariz da Legalidade, as pontes da Cadeia e do Rosário o monumento ao Cristo Redentor no alto da Bela Vista donde se descortina a visão geral da cidade e outros.

Além dos 5 passos da Via Sacra há em São João del Rei as seguintes igrejas e capelas: Catedral-Basílica do Pilar ( 1721 ) - Rosário ( 1720) - Carmo (1733) - Mercês e Bonfim (1769) - São Francisco de Assis ( 1774) - Senhor dos Montes Santo Antônio e N. Sra. da Piedade do Bom Despacho (antiga capela da Cadeia além das que foram construídas neste século.

O estilo da maioria destas igrejas obedeceu àquele que se denomina "barroco mineiro" onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais. Notabitizaram-se nestas construções grandes artífices como: Manoel Rodrigues Coelho, Francisco de Lima Cerqueira, Luiz Pinheiro de Souza, Joaquim de Assis Pereira e Aniceto de Souza Lopes.

Entre as artes, a Música é o pendor maior dos sanjoanenses, sendo justo os cognomes de "Terra da Música" e "Terra onde os sinos falam" dados a São João del Rei desde o século XIX. Existem aqui, duas corporações musicais mais que centenárias: as orquestras Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos, responsáveis pela grande tradição da música sacra nas igrejas são-joanenses, ainda hoje em pleno vigor. Existem ainda, a Sociedade de Concertos Sinfônicos e o Conservatório Estadual de Música "Pe. José Maria Xavier". Entre os compositores sanjoanenses, os mais notáveis foram o Pe. José Maria Xavier, Martiniano Ribeiro Bastos, Luiz Baptista Lopes, Presciliano Silva e João Feliciano de Souza.

OBS: informações retiradas do site http://www.saojoaodelreisite.com.br/

25 de jan de 2010

Tiradentes - Minas Gerais

Tiradentes foi a penúltima cidade que visitamos e ela também é, sem dúvida, uma das mais bonitas. Ela está toda preservada porque a Fundação Roberto Marinho mantém verbas de restauro e patrocínio na cidade, e em troca, a utilizam como cenário para novelas e minisséries da TV Globo.

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História

O ouro descoberto por João Siqueira Afonso, em 1702, no local denominado “Ponta do Morro” atraiu um grande número de pessoas que, interessadas na exploração, ergueram uma capela e formaram um arraial que ficou conhecido com Santo Antônio da Ponta do Morro.

Tiradentes foi uma das cidades que mais teve ouro de superfície no Brasil, e graças a esta abundância, o arraial se desenvolveu, sendo elevado em 1718, à categoria de Vila de São José del Rei, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje.

A decadência do metal não impede a Coroa Portuguesa de lançar a derrama, exigindo o pagamento compulsório de impostos atrasados do quinto do ouro. Esta atitude opressora da metrópole faz nascer um sentimento revolucionário, que ficou conhecido como Inconfidência Mineira.

Em 06 de dezembro de 1889, com a valorização da figura do alferes, o governo republicano, decide trocar o nome da cidade para Tiradentes , homenageando o filho ilustre, nascido em 1746 na fazenda do Pombal, à margem direita do rio das mortes e em 1938, não só a cidade, mas todo seu entorno paisagístico é tombado pelo IPHAN, e hoje, Tiradentes se orgulha de sua vocação turística, sendo considerada um dos pólos turísticos mais importantes do Brasil.

Igrejas

Igreja Matriz de Santo Antonio: Seguindo a rua Padre Toledo se encontra um dos mais belos templos do Barroco brasileiro; a imponente Matriz de Santo Antônio, considerada a 2a mais rica do país, com aproximadamente 480 quilos de ouro. Sua construção, iniciada em 1710, foi finalizada em 1752, ano em que sua talha foi revestida em ouro. No coro está uma das mais preciosas de Minas Gerais, o órgão de origem portuguesa, fabricado por Simão Fernandes Coutinho. As pinturas estilo rococó, em tons vermelho e azul foram feitas por Manuel Víctor de Jesus. Seu interior é extremamente rico em detalhes, imagens, talhas, pinturas, sentimentos e estilos, merecendo uma visita minuciosa com os guias locais.
Sua fachada atual é de 1810, com planta de Antônio Francisco Lisboa; o Aleijadinho. No adro, um original relógio de sol esculpido por Leandro Gonçalves Chaves. Dali, uma das mais belas vistas da Serra de São José.

Igreja de São Francisco de Paula: A partir da rodoviária pela rua São Francisco chega-se ao alto do morro, onde se ergue esta construção do século XVIII. A capela possui um diferencial das demais tiradentinas, que é o de ter as sineiras no corpo de sua fachada. Possui um cruzeiro instalado em 1718, ano da elevação do Arraial à Vila de São José del Rei. Em frente à capela há um gramado de onde descortina a mais bela vista da Matriz de Santo Antônio e de toda a cidade. Local perfeito para fotografias. Lá também foi gravada a minissérie Hilda Furacão, com Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.

OBS: informações retiradas do site http://www.tiradentesgerais.com.br/ e do guia local Vicente.

24 de jan de 2010

Mariana - Minas Gerais

Visitamos essa cidade depois de Ouro Preto. Ela, que foi a primeira capital do Brasil, é detentora de um dos maiores acervos do Barroco e do Rococó, junto com Ouro Preto. Existem muitas igrejas, casarios, museus, é outra cidade linda que vale a pena a visita. Lá vimos a Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção (Igreja da Sé) que tem obras de Aleijadinho no Batistério, as igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, que ficam em frente à Casa de Câmara e Antiga Cadeia.

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Com a transferência da capital da província para Vila Rica, Mariana entrou em relativa decadência. A medida mais importante para reverter este quadro foi sua escolha para sede do Bispado de Minas Gerais. Sua criação ia de encontro a outro objetivo: organizar a atividade religiosa, coibindo os atos abusivos do clero. Isto acontecia pela distância do Rio de Janeiro, a cujo Bispado estava ligado. Muitos padres se ocupavam mais em encher os próprios bolsos do que em converter almas pagãs. Alguns se enriqueciam mais que os delegados da Coroa.

A Vila do Ribeirão do Carmo foi elevada à cidade para receber o bispo. A condição gerou a necessidade de planejamento. Novas ruas e traçados conscientes. Aos majestosos prédios públicos e privados somariam-se as igrejas, fabulosas. Os rumos de Mariana passaram a ser ditados pela fé. Em Minas Gerais era proibido o estabelecimento de ordens religiosas. Sendo assim os padres eram todos seculares, ou seja, não tinham feito o voto monástico. A província aos poucos presenciava o florescer das Ordens Terceiras ou irmandades. Toda a população mineira, sem exceção, filiou-se a essas confrarias. A sociedade se dividia em brancos, pardos, negros e suas respectivas irmandades.

Não demorou muito para que estas instituições se combatessem, já que eram independentes como organizações civis. Os padres foram reduzidos a meros empregados. Regras segregavam os negros dos brancos, pardos dos brancos, negros dos pardos... Esse clima de hostilidade impulsionaria a arquitetura mineira, campo esplêndido para exercer a rivalidade. Cada qual procurava construir a igreja mais bonita, mais fabulosa. Simbolizavam na sua grandiosidade o prestígio que desfrutavam. Contratavam mestres, elevavam a arte aos céus.

Mariana foi um dos palcos privilegiados da árdua disputa. As ricas irmandades do Carmo e de São Francisco levantaram suas igrejas a poucos metros uma da outra. Já as irmandades das Mercês e do Rosário, ambas de homens pretos, foram empurradas para lugares distantes da praça principal. Nem por isso são menos belas.

O conjunto arquitetônico da primeira cidade de Minas foi desenhado pelo poder do ouro, do Estado e da fé. Em suas paredes, tetos e ornamentação está impregnado um complexo jogo de interesses, daqueles que sempre estiveram intimamente ligados às relações humanas. Em Mariana uma sociedade queria nascer e conseguiu. Os sobrados, as igrejas, as ruas, chafarizes, as montanhas perfuradas... São testemunhas disso!

OBS: informações retiradas do site http://www.mariana.org.br/

22 de jan de 2010

Ouro Preto - Minas Gerais

Lá vou eu colocar mais uma cidade aqui da viagem que fiz. Mas essa é muito especial! Foi a cidade que eu mais gostei de todas, porque ela é linda, com 100% das casas originais preservadas, ainda da época da Inconfidência Mineira. Lá também fica o Pico do Itacolomi, um dos picos mais impressionantes que eu já vi, em uma serra mais impressionante ainda. Bom, só vendo as fotos e a história de Ouro Preto para entender como é fácil se apaixonar por esta cidade!

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Não se sabe ao certo quem descobriu a primeira pedrinha de ouro. Corria algum dia entre 1693 e 1698. Provavelmente a expedição era comandada por Duarte Lopes. Naqueles idos bandeirantes serpenteavam as montanhas de Minas em busca da lendária Serra de Sabarabuçu, relatada pelos índios. Eram homens rudes, pois as adversidades assim exigiam, mas não perdiam a sensibilidade para reconhecer o fausto. Tanto é assim que nosso anônimo descobridor decerto ficou curioso com as pedrinhas escuras encontradas, enquanto escarafunchava o rio Tripuí (água veloz, em tupi). Ouro negro, eclipse de um sol de mais puro quilate, encoberto por uma camada fina de óxido de ferro.

Apure os ouvidos ao andar pelas ruas de Ouro Preto. Sem muito esforço e alguma imaginação é possível ouvir os sussurros conspiratórios, os ideais subversivos, as intrigas palacianas... Os paralelepípedos cobrem um chão sagrado, abençoado pela história. E onde há história há interesses dicotômicos, que se chocaram violentamente pelas ruas de Vila Rica.

Ouro Preto não é feita só de histórias douradas. A natureza foi bem generosa e também exigiu sua cota de sacrifício. O ouro, neste aspecto, tem apenas o papel de recheio numa paisagem que revela muito mais riquezas. Belos vales, esplendorosos mirantes, infinitas nascentes. Um paraíso perdido em meio às lendas.

O maior conjunto barroco do mundo. Uma cidade setecentista em pleno séc. XXI. Anacronismos à parte, a antiga Vila Rica foi palco da vaidade, da soberba, da competição e da genialidade humana. Sentimentos muito atuais hoje, mas que naquela época eram traduzidos com estilo, com orgulho. A arte era resultado de anos, da paciência e da entrega absoluta.

Igrejas Importantes em Ouro Preto

Matriz Nossa Senhora do Pilar: o projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar
Entrada: R$ 3,00 (estudantes e idosos pagam meia)
Praça Monsenhor Castilho Barbosa.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 10:45h e das 12 às 16:45h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

São Francisco de Assis: a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora. A arquitetura desta igreja tem inspiração militar.
Entrada: R$ 2,00
Largo de Coimbra (em frente à feira de artesanato com pedra-sabão)
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 11:45h e das 13:30 às 17h.
OBS: proibido fotografar dentro da igreja

Tem muuuitas igrejas lá, mas visitamos apenas essas, que são as mais importantes, além do Museu da Inconfidência e dos casarios antigos em estilo colonial e barroco.

OBS: informações retiradas do site http://www.ouropreto.org.br/ e dos guias locais.

20 de jan de 2010

Belo Horizonte - Minas Gerais

No segundo dia, voltamos a Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, onde estávamos hospedados. Aproveitamos que a chuva havia cessado e fomos para um city tour. Conhecemos vários bairros, no dia anterior estivemos até na Praça do Papa, mas nesse dia descemos para conhecer a Pampulha.

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Projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897, Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira moderna planejada. Elementos chaves do seu traçado incluem uma malha perpendicular de ruas cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares e uma avenida em torno de seu perímetro, a Avenida do Contorno.

Entretanto, Aarão Reis não queria a cidade como um sistema que se expandiria indefinidamente. Entre a paisagem urbana e a natural foi prevista uma zona suburbana de transição, mais solta, que articulava os dois setores através de um boulevard circundante, a Avenida do Contorno, bastante flexível e que se integrava perfeitamente na composição essencial. A concepção do plano fundia as tradições urbanísticas americanas e europeias do século XIX. O tabuleiro de xadrez da primeira era corrigido por meio das amplas artérias oblíquas, e espaços vazios, uma preocupação constante com as perspectivas monumentais que provinha do Velho Mundo, com marcadas influências de Haussmann.

Belo Horizonte surgia como uma tentativa de síntese urbana no final do século XIX. O objetivo de se criar uma das maiores cidades brasileiras do século XX, era atingido. Porém, o plano de Belo Horizonte pertencia a sua época, seu conceito estava embasado em fundamentos do século anterior.

O projeto da cidade foi inspirado no modelo das mais modernas cidades do mundo, como Paris e Washington. Os planos revelavam algumas preocupações básicas, como as condições de higiene e circulação humana. A cidade foi dividida em três principais zonas: a área central urbana, a área suburbana e a área rural.

A área central urbana receberia toda a estrutura urbana de transportes, educação, saneamento e assistência médica, e abrigaria os edifícios públicos dos funcionários estaduais. Ali também deveriam se instalar os estabelecimentos comerciais. Seu limite era a Avenida do Contorno, que à época se chamava de 17 de Dezembro. A região suburbana, formada por ruas irregulares, deveria ser ocupada mais tarde e não recebeu de imediato a infraestrutura urbana. A área rural seria composta por cinco colônias agrícolas com inúmeras chácaras e funcionaria como um cinturão verde, abastecendo a cidade com produtos hortigranjeiros.

Pampulha

A 8,5 km do centro de Belo Horizonte está a Região da Pampulha, com uma grande lagoa artificial, com belas e modernas residências. Ali há um conjunto arquitetônico de importantes obras: a Capela de São Francisco de Assis, localizada na beira do lago, projetada por Oscar Niemeyer e decorada com pinturas de Cândido Portinari, recebeu jardins do paisagista Roberto Burle Marx. É também na Pampulha que se encontra o estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como o Mineirão, o segundo maior estádio de futebol do país; o Mineirinho, que detém o recorde de público em um jogo da Superliga, na partida entre Telemig Celular/Minas x Ulbra em 21 de abril de 2001 com a presença de 23.535 torcedores, e o recorde mundial de público em um jogo de vôlei indoor na partida entre Brasil e a Itália, com 25.326 torcedores presentes; a Casa do Baile; o Museu de Arte da Pampulha (MAP); o Parque Ecológico da Pampulha; o Jardim Botânico de Belo Horizonte; o Parque Guanabara; e o Jardim Zoológico da cidade.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Belo_Horizonte

19 de jan de 2010

Gruta do Maquiné: Cordisburgo - Minas Gerais

Visitamos, depois da Gruta Rei do Mato, a Gruta do Maquiné. Foi nosso penúltimo lugar nesse dia, depois voltamos para Belo Horizonte e fomos conhecer a Pampulha.

A Gruta de Maquiné foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, na época proprietário das terras. Fica localizada no município de Cordisburgo (Cordis = Coração e Burgo = Cidade), cidade do Sagrado Coração de Jesus, que foi fundada pelo Padre João de Santo Antonio, quando o local ainda era conhecido como Arraial do Saco dos Cochos. Essa cidade é a terra natal do escritor Guimarães Rosa. Essa gruta foi o berço da Paleontologia Brasileira e explorada cientificamente pelo sábio naturalista dinamarquês Dr. Peter Wilhelm Lund, em 1834, que em seguida mostrou ao mundo as belezas naturais de raro primor.

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A Gruta possui 07 (sete) salões explorados, totalizando 650 metros lineares e desnível de apenas 18 metros. O preparo de iluminação e passarelas possibilita aos visitantes vislumbrarem, com segurança, as maravilhas de Maquiné, onde todo percurso é acompanhado por um guia local. Maquiné acha se voltada para o norte e apresenta a forma de um arco abatido com largura de 60 pés e uma altura de 26 pés. A direção principal da caverna é de norte para sul, tendo em sua maior extensão de 1440 pés. É essencialmente horizontal, não subindo coisa alguma e descendo apenas um pouco para terminar-se numa fenda vertical que parece fechar-se pela parte superior. Forma uma galeria contínua com uma largura média de 30 a 40 pés e uma altura de 50 a 60 pés.

O elemento principal de sua formação é o carbonato de cálcio, ajudando também outros minerais como: a sílica, gesso, quartzo e o ferro. Suas galerias e salões, verdadeiras estranhezas arquitetônicas são resultado do trabalho formidável da água em persistência de milênios. Dr. Lund permaneceu dentro da caverna quase dois anos fazendo seus estudos sobre a paleontologia brasileira e descobriu restos humanos e de animais em petrificação da ERA quaternária. Entre outros, foram achados esqueletos de aves fossilizadas com a extraordinária curvatura de até três metros. Maquiné apresenta sete galerias denominadas de acordo com as formações que apresentam:

1ª CÂMARA: é chamada de “Vestíbulo”
2ª CÂMARA: é denominada “sala das colunas”
3ª CÂMARA: é chamada de “altar ou trono”
4ª CÂMARA: tem denominação de “carneiro”
5ª CÂMARA: denominada, “salão das piscinas”
6ª CÂMARA: denominada “salão das fadas”
7ª CÂMARA: é dividida em duas partes:
7ª(A) – denominada “salão Dr. Lund”
7ª(B) – denominada “salão do cemitério”

“E mais do que tudo, a Gruta do Maquiné – tão inesperada de grande, com seus sete salões encobertos, diversos, seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando risos de luz - ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais glória resplandecente do que uma festa, do que uma igreja.”
(In.: ”Recado do Morro.” No Urubuquaquá, No Pinhém. João Guimarães Rosa).


OBS: informações retiradas do site http://portal.cnm.org.br/sites/7600/7635/noticias/HistoricodaGrutadoMaquine.pdf

17 de jan de 2010

Gruta Rei do Mato: Sete Lagoas - Minas Gerais


A Gruta Rei do Mato fica na cidade de Sete Lagoas em Minas Gerais. No mesmo dia que estivemos em Sabará, na sequência, saímos para visitar essa gruta.

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A Gruta Rei do Mato fica a 62 quilômetros de Belo Horizonte (MG), pela BR-040, junto ao trevo de acesso a Sete Lagoas, com um desnível de 30 metros, tem 235 metros de extensão e possui tres salões cujas pinturas rupestres, datam de seis mil anos e mostram predominância de figuras monocrômicas e de temática zoofórmica. Suas formações de estalagmite, que são cilíndricas com o diâmetro de aproximadamente 12 pés de altura, segundo os geólogos, são raras no mundo.

Nenhuma gruta brasileira tem em seu interior formações como essas. Diversos órgãos governamentais, ligados ao meio ambiente, participaram do projeto de preservação e aproveitamento turístico da Gruta. Projeto este que demorou mais de dois anos em sua execução. Foi um processo de urbanização e não, simplesmente um processo de acesso e iluminação. Os técnicos e cientistas que fizeram parte do projeto previram o que há de mais moderno em urbanização de grutas.

Na Grutinha, além de pinturas rupestres, feitas com sangue e gordura vegetal, foram encontradas soterradas, ferramentas indígenas petrificadas, em perfeito estado. Nela encontra-se, ainda, uma réplica, em resina, do Xenorhinothericen bahiense - a macraoquemia - animal herbívoro que habitou Minas, Bahia e sul de São Paulo, há cerca de seis mil anos.

O nome do local, se deve ao fato de ter sido ela habitada por um homem de identidade ignorada, possivelmente fugitivo da Revolução de 1930, que foi chamado de "Rei do Mato".

Sabará - Minas Gerais


Sabará foi a segunda cidade visitada por nós. Saímos logo cedo para conhecer a igreja em estilo barroco decorada com Ouro, a rua que D. Pedro frequentava e ver como é uma das cidades do percurso Estrada Real.

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Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838.

O princípio da história de Sabará está ligado à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII e a presença de Borba Gato, que ali permaneceu após a morte de Fernão Dias e que veio a ser o seu primeiro guarda-mor. Predomina hoje a versão de que quando o bandeirante paulista lá chegou já encontrou uma povoação e que o núcleo urbano por ele criado foi, na verdade, Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do rio das Velhas. A origem do nome é bastante controvertida.

O viajante inglês Richard Burton ouviu em 1867 que ele teria sido tomado de um velho pagé que ali viveu em tempos remotos. Outro viajante, o sábio francês Saint-Hilaire, também dá uma versão pouco consistente misturando corruptelas de termos indígenas numa bela confusão. Segundo o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, o nome tem a ver com as particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o rio Sabará deságua no rio das Velhas. Isso é bem mais aceitável, sabedores que somos de que os índios brasileiros das mais diversas nações, sempre identificavam os acidentes geográficos compondo nomes, conforme a figuração ou idéia concreta ou abstrata que tais acidentes sugeriam.

Sabará foi elevada a categoria de vila por Antônio de Albuquerque , logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. Como sede de comarca de uma importante região aurífera, possuía a sua odiada casa de fundição para onde deveria ser levado todo o ouro extraído na região para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, atingindo até a região de Paracatu e o Triângulo Mineiro.

No princípio do século XIX Sabará era dividida em cidade velha e cidade nova. A cidade velha era a região onde hoje ficam as igrejas de Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora da Conceição e a cidade nova era a região que abrange o centro histórico e a parte baixa, em direção ao rio.

Foi em Sabará que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel do regimento de auxiliares de Paracatu, Basílio do Brito Malheiro. Morreu amaldiçoando o Brasil e os brasileiros e temendo ser emboscado em algum beco escuro, punido pelo povo de Sabará pela sua vil delação. Daqui também saiu um dos mais implacáveis devassantes da Inconfidência, o desembargador César Manitti, ouvidor da Comarca e escrivão do tribunal que condenou os inconfidentes.

Sabará possui um dos mais notáveis acervos de igrejas setecentistas de Minas. Nossa Senhora do Ó de 1717, uma das mais representativas do barroco mineiro, possui influência chinesa em sua arquiterura externa e na decoração interna, o seu nome é devido às ladainhas de Nossa Senhora que sempre começam com o Ó e seguem com algum louvor ou agradecimento (foi a igreja onde estivemos). Nossa Senhora da Conceição de 1710, matriz da cidade, localizada na praça Getúlio Vargas (cidade antiga); Nossa Senhora do Carmo de 1763, com várias obras de aleijadinho. Nossa Senhora das Mercês dos homens de cor de 1781 (na primeira imagem do artigo), com linhas arquitetônicas simples, sem ornamentações internas, mas localizada em lugar privilegiado na composição da paisagem urbana; Nossa Senhora do Rosário de 1713, inacabada pelos escravos da irmandade dos homens pretos da Barra do Sabará, os quais a construíam e pararam por falta de recursos. São Francisco de 1781, além de várias capelas.

OBS: informações retiradas dos guias locais do passeio e do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabará

16 de jan de 2010

Congonhas do Campo - Minas Gerais


Vamos lá! Congonhas do Campo foi a primeira cidade que visitamos. Houve um plebiscito na cidade em 2004 que alterou o nome da cidade para só Congonhas, ao invés de Congonhas do Campo.
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Situada a 70 km de Belo Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido pelo apelido Aleijadinho. No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Aleijadinho esculpiu em pedra-sabão as famosas imagens de 12 profetas em tamanho real que são visitadas anualmente por milhares de turistas do Brasil e de todo o mundo.

Além disto, as 6 capelas que compõem o Jardim dos Passos em frente à basílica representam a Via Sacra com belíssimas imagens esculpidas em cedro também por este grande artista barroco. Em 1985 todo este conjunto foi tombado pela UNESCO e transformado em Patrimônio Cultural da Humanidade.

Os principais atrativos de Congonhas são: Basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, Museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.


Antes de ser a "cidade dos profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação, todo ano o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições, são aproximadamente 5.000.000 de peregrinos que visitam Congonhas entre 7 a 14 de setembro, período em que é comemorado no município o Jubileu do Bom Jesus de Matozinhos.

A região é atravessada pelo rio Paraopeba e seu afluente o rio Maranhão (em cujas margens se fundou o arraial primitivo), que recebe as águas dos riachos Santo Antônio, Goiabeiras e Soledade. O solo é rico em minério de ferro de alto teor. O município possui como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica.

OBS: informações retiradas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Congonhas

Cidades Históricas de Minas Gerais

Olá de novo... :D Depois de um "longo" período de férias que aproveitei para descansar e colocar as idéias em ordem, voltei para colocar aqui várias coisas sobre arquitetura em geral, decoração, mobiliário, enfim, tudo que for possível para passar o máximo de informações possíveis.

Nas férias fiz uma das melhores viagens da minha vida, pois fui conhecer as Cidades Históricas de Minas Gerais. Para quem é apaixonado por arquitetura, história da arte e história geral como eu sou, é um prato cheio conhecer esses lugares.

Estive em várias cidades, então vou colocar os posts aos poucos aqui para que vocês possam acompanhar como foi a viagem e usufruir das fotos dos lindos lugares por onde passei. Os posts sempre estarão com o nome das cidades e com a história de cada uma, assim fica mais fácil de ler. As cidades por onde passei foram: Belo Horizonte, Sabará, Sete Lagoas, Cordisburgo, Congonhas do Campo, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Lagoa Dourada e São João del-Rei.

Gostaria também de dizer que fiquei muito grata pelas informações obtidas com os guias que nos acompanharam na viagem, eles são excelentes, conhecem muito bem os lugares por onde passam e sempre são atenciosos. Fiz a viagem pela CVC e recomendo, porque a organização e a logística do passeio, bem como a qualidade dos serviços que usamos, em nenhum momento deixaram a desejar, tudo foi do bom e do melhor.

Bom, vou começar com a primeira cidade que visitamos, Congonhas do Campo, e nos dias que seguem vou adicionando as outras.